
Nangsid Zilnon Padma Jungne
Posição na mandala: centro
Sentado majestosamente na postura do conforto real, sobre um lótus que tem uma haste longa e se abre acima do Lago Danakosha, Nangsid Zilnon Padma Jungne veste uma bata perfeitamente branca sob um manto azul, um manto vermelho de monge e uma esplêndida capa de brocado. Sua mão direita segura alto um vajra com o gesto que significa "a conquista da aparência e da existência" (tib. nangsid zilnon). A mão esquerda repousa no colo no gesto da equanimidade e segura uma copa de crânio repleta de néctar (sânsc. amrita), sobre a qual flutua um vaso de longevidade. Um tridente ornamentado com implementos simbólicos e echarpes repousa na dobra de seu cotovelo esquerdo. Ele usa um chapéu de lótus inigualável com abas que parecem pétalas, marcado por um meio-vajra, uma pena de abutre, a lua crescente e o sol. Os olhos que tudo vêem de Padma Jungne estão bem abertos, os lábios levemente sorridentes e as sobrancelhas levemente franzidas. Sua expressão representa todas as energias pacíficas e iradas unidas na sabedoria.
O rei Indrabodi, de Odiana (tib. Orgyen), um país a noroeste da Índia, não tinha filhos nem mais recursos para fazer oferendas às Três Jóias ou aos pobres. Depauperado, viajou ao oceano em busca de uma jóia que realiza desejos. Depois de obter a jóia dos nagas, encontrou um tesouro ainda mais precioso no lago Danakhosa: um menino extraordinário de oito anos de idade sentado em um lótus. O rei levou a criança para o palácio e a chamou de Padmakara (sânsc.) ou Padma Jungne (tib.), "Nascido do Lótus", reconhecendo que esta forma nirmanakaia havia se manifestado imaculadamente a partir da intenção pura de Buda Amitaba – por meio da transformação da sílaba-semente HRI em um ser humano no centro de um lótus, e não por meio de um nascimento comum, condicionado. Na mesma ocasião, o rei referiu-se ao menino como Tsokye Dorje: Vajra Nascido no Lago.